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5.1 Atividades e Técnicas de ER

Fase de Concepção

Elicitação e Descoberta:

  • Entrevistas: Realizadas com a cliente para capturar as necessidades da comunidade Munduruku e entender os gargalos da aplicação atual em Flask.
  • Brainstorming: Sessões com a equipe para idealizar mecanismos de gamificação e o feed social que incentivem o uso recorrente do app.
  • Análise Documental: Revisão preliminar do TCC original, do código legado e da documentação existente para entender o problema raiz, o contexto e o escopo do projeto desde o início.

Declaração de Requisitos:

  • Documento de Visão: Documentação inicial e macro dos Objetivos Específicos (OEs), Características do Produto (CPs) e Requisitos Iniciais.

Análise e Consenso:

  • Avaliação de Valor de Negócio: Classificação dos requisitos preliminares em essenciais e desejáveis, validada junto à cliente, com o objetivo de mensurar o valor agregado de cada requisito.

Verificação e Validação:

  • Validação de Escopo: Validação preliminar do escopo, dos OEs e das CPs diretamente com a cliente para garantir o alinhamento com a necessidade real da aldeia.

Organização e Atualização:

  • Baseline Preliminar de Escopo: Estruturação inicial dos objetivos e características para a formação da base documental que guiará o projeto.

Fase de Elaboração

Elicitação e Descoberta:

  • Análise Documental: Revisão contínua do código-fonte e da documentação do TCC original para identificar funcionalidades legadas que precisam de refatoração, detalhando primeiro os itens de alto risco (como as limitações de arquitetura).

Declaração de Requisitos:

  • Lista de Requisitos (Funcionais e Técnicos): Compilação, estruturação e formalização de todos os requisitos extraídos da análise do legado e das interações iniciais. Essa listagem unificada serve como o inventário oficial de escopo do sistema que será submetido à filtragem.
  • Casos de Uso (Use cases): Utilizados como a especificação formal dos requisitos funcionais. Descrição detalhada do comportamento do sistema através de atores (como crianças, professores e administradores), contendo fluxos principais, alternativos e condições de exceção.
  • Especificação Suplementar: Agrupa os requisitos não funcionais (qualidades do sistema, como suporte a cenários de baixa conectividade).

Análise e Consenso:

  • Matriz de Quadrantes (Valor de negócio vs. Dificuldade Técnica): Técnica aplicada para cruzar o valor de negócio com a complexidade técnica (validada por tempo de desenvolvimento esperado). Essa análise é a ferramenta central para mitigar os requisitos de alto risco e definir objetivamente quais funcionalidades comporão o Produto Mínimo Viável (MVP).

Representação de Requisitos:

  • Protótipos e Wireframes: Os prototipos nevegáveis funcionam como representação visual dos fluxos descritos nos Casos de Uso, com o objetivo de simular visualmente a jornada do ator através dos fluxos principais e alternativos do sistema, facilitando o entendimento da equipe técnica e garantindo o alinhamento de expectativas e usabilidade com a cliente.

Verificação e Validação:

  • Demonstração e Revisão: Validação dos protótipos, das histórias iniciais elaboradas e das provas de conceito (PoC) arquiteturais junto à representante.

Organização e Atualização:

  • Matriz de Rastreabilidade: Estabelecimento da baseline inicial de requisitos e início da ligação formal entre: OE → CP → RF/RNF→UC.

Fase de Construção

Elicitação e Descoberta:

  • Entrevistas e Consultas Iterativas: Levantamento contínuo de detalhes emergentes e refinamento de regras de negócio à medida que os micro-incrementos são desenvolvidos.

Declaração de Requisitos:

  • Detalhamento de Casos de uso e Cenários: Escrita e detalhamento de novos cenários de Casos de Uso, delimitando suas pré-condições, pós-condições e cenários de teste para guiar os próximos ciclos de desenvolvimento.

Análise e Consenso:

  • Negociação de Requisitos: Negociação contínua de mudanças de escopo, adaptações técnicas e repriorização de acordo com a capacidade da equipe e o feedback recebido ao final de cada ciclo.

Verificação e Validação de Requisitos:

  • Checklists de Qualidade: Verificação contínua pela aplicação do DOR e DOD se cada incremento contribui diretamente para as Características do Produto (CP) e se cobre com sucesso os fluxos descritos no Caso de Uso correspondente e se atende aos critérios técnicos de qualidade estabelecidos.
  • Demonstração e Prototipação: Apresentação de telas e incrementos à cliente para validar a refatoração técnica, executando os passos validados no Caso de Uso para atestar a usabilidade da aldeia. O feedback é incorporado nas iterações subsequentes.

Organização e Atualização de Requisitos:

  • Matriz de Rastreabilidade: Manutenção viva da Matriz de Rastreabilidade, garantindo que nenhum conhecimento se perca durante a rotação de papéis da equipe técnica no desenvolvimento.

Fase de Transição

Verificação e Validação de Requisitos:

  • Testes de Aceitação e Demonstração Final: Apresentação da versão finalizada para a cliente e para a comunidade para homologação do sistema, garantindo que a aplicação está pronta para o uso no dia a dia da aldeia.

Organização e Atualização:

  • Manutenção da Rastreabilidade: Fechamento da documentação técnica e atualização final da Matriz de Rastreabilidade, refletindo com exatidão o produto que está sendo entregue a comunidade

Fases do Processo — Tabela Resumo

Fases do Processo Atividades da Engenharia de Requisitos (ER) Prática Técnica Resultados Esperados
Concepção Elicitação e Descoberta Levantamento de Requisitos e Análise de Domínio Entrevistas, Brainstorming, Análise Documental Necessidades da comunidade Munduruku capturadas, mecanismos de gamificação/feed idealizados e gargalos da aplicação atual (Flask/legado) compreendidos desde a raiz.
Concepção Análise e Consenso Priorização de Requisitos Avaliação de Valor de Negócio Requisitos preliminares classificados em essenciais e desejáveis junto à cliente, com seu valor de negócio mapeado em essencial e desejável
Concepção Declaração Registro de Requisitos Iniciais Documento de Visão Objetivos Específicos (OEs) e Características do Produto (CPs) documentados de forma inicial e macro.
Concepção Verificação e Validação Validação com Stakeholders Validação de Escopo Escopo preliminar, OEs e CPs validados diretamente com a cliente, garantindo o alinhamento com a necessidade real da aldeia.
Concepção Organização e Atualização Definição de Baseline Inicial Baseline Preliminar de Escopo Objetivos e características estruturados inicialmente, formando a base documental que guiará o projeto.
Elaboração Elicitação e Descoberta Refinamento Técnico e Análise de Risco Análise Documental Código-fonte legado e TCC original revisados, com as funcionalidades para refatoração e os itens de alto risco identificados.
Elaboração Análise e Consenso Análise de Viabilidade Técnica e Negócio Matriz de Quadrantes (Valor de negócio vs. Dificuldade Técnica) Valor de negócio cruzado com a complexidade técnica, resultando na mitigação de riscos e na definição objetiva das funcionalidades do Produto Mínimo Viável (MVP).
Elaboração Declaração Especificação Funcional e Técnica Casos de Uso (Use Cases), Especificação Suplementar Funcionalidades declaradas formalmente por meio de Casos de Uso (contendo fluxos principais, alternativos e de exceção); requisitos não funcionais e restrições técnicas agrupados e documentados.
Elaboração Representação Modelagem Visual Protótipos e Wireframes Navegáveis Representação visual das jornadas dos atores descritas nos fluxos dos Casos de Uso, facilitando o entendimento da equipe e o alinhamento.
Elaboração Verificação e Validação Validação de Artefatos e Arquitetura Demonstração e Revisão Protótipos, especificações textuais dos Casos de Uso elaborados e provas de conceito (PoC) arquiteturais revisados e validados junto à representante.
Elaboração Organização e Atualização Estabelecimento de Rastreabilidade Matriz de Rastreabilidade Baseline inicial de requisitos estabelecida e ligação formal iniciada (OE → CP → RF/RNF → Casos de Uso).
Construção Elicitação e Descoberta Descoberta Contínua Entrevistas e Consultas Iterativas Detalhes emergentes levantados continuamente e regras de negócio refinadas à medida que os incrementos são desenvolvidos.
Construção Análise e Consenso Gestão de Mudanças e Dependências Negociação de Requisitos Mudanças de escopo negociadas continuamente, com adaptações técnicas e repriorizações realizadas de acordo com a capacidade da equipe e o feedback recebido.
Construção Declaração Detalhamento Iterativo Detalhamento de Casos de Uso e Cenários Novos cenários de Casos de Uso detalhados (pré-condições, pós-condições e cenários de teste) escritos para guiar com rigor os ciclos incrementais de desenvolvimento.
Construção Verificação e Validação Verificação de Incrementos Checklists de Qualidade, Demonstração e Prototipação Aderência aos OEs/critérios técnicos verificada; telas e incrementos validados com a cliente.
Construção Organização e Atualização Manutenção de Conhecimento Matriz de Rastreabilidade Matriz de Rastreabilidade mantida viva, garantindo que nenhum conhecimento se perca durante a rotação de papéis da equipe técnica no desenvolvimento.
Transição Verificação e Validação Homologação de Release Testes de Aceitação e Demonstração Final Versão finalizada apresentada para a cliente e comunidade, com o sistema homologado e atestado como pronto para o uso no dia a dia da aldeia.
Transição Organização e Atualização Fechamento da Documentação As-Built Manutenção da Rastreabilidade Documentação técnica fechada e Matriz de Rastreabilidade atualizada em sua versão final, refletindo com exatidão o produto que está sendo entregue à comunidade.