7. Interação entre equipe e cliente¶
| Data | Versão | Descrição | Autor |
|---|---|---|---|
| 01/09/2026 | 1.0 | Versão inicial | Equipe CyberSetor |
| 06/09/2026 | 1.1 | Seção redigida para o site | Equipe CyberSetor |
| 14/09/2026 | 1.2 | Distinção entre as duas Maria Eduardas; alcance da avaliação do Product Owner interno; área competente por funcionalidade; cadência de validação e responsabilidades por atividade de Engenharia de Requisitos | Vinicius Vieira |
| 15/09/2026 | 1.3 | Processo de validação reestruturado em torno das conversas com o Instituto; Definition of Ready e Definition of Done remetidas à seção 9; política de gravações e transcrições | Caio Martins |
| 17/09/2026 | 1.4 | Papel do cliente na validação e na ordenação do backlog declarado na 7.1; retrospectiva registrada ao fim de cada sprint; papel do Product Owner interno unificado com a delimitação já publicada; compromisso de treinamento remetido à seção 6.4; cadência de validação registrada como semanal; reunião de 15/09 nas interações realizadas; tabela de áreas competentes sem coluna de andamento | Vinicius Vieira |
7.1 Composição da Equipe¶
A equipe é formada por seis estudantes. Todos compõem o Time de Desenvolvimento, que estima, seleciona o que cabe na sprint, constrói e testa. Dois papéis do Scrum estão designados: o Product Owner interno e o Scrum Master.
Duas pessoas chamadas Maria Eduarda
Maria Eduarda Marques é a integrante da equipe e Product Owner interno. Maria Eduarda, do núcleo pedagógico, é uma das representantes do Instituto, e vem sempre com essa identificação institucional; seu sobrenome não é registrado porque a equipe não o tem confirmado.
| Integrante | Matrícula | GitHub | Papel | Responsabilidades |
|---|---|---|---|---|
| Maria Eduarda Denis Duarte Marques | 232014502 | @mariadenis | Líder da equipe · Product Owner interno | Contato com o Instituto; mantém o entendimento do cliente entre as validações; propõe a ordenação do Product Backlog a partir do valor indicado pelo Instituto; Dupla A (seção 1) |
| Vinicius Angelo de Brito Vieira | 190118059 | @viniciusvieira00 | Scrum Master | Facilita as cerimônias; remove impedimentos; zela pelo processo, pelos prazos e pela infraestrutura do repositório e do site; Dupla B (seção 2) |
| Rodrigo Henrique Donato de Souza | 241012374 | @Fofodoido | Time de Desenvolvimento | Análise competitiva e intervenção social; diagramas e representações visuais; Dupla B (seções 2 e 3) |
| Lucas de Paula Leal | 232004480 | @lucaspaulaleal | Time de Desenvolvimento | Relator das reuniões e guarda das transcrições; estratégia de engenharia de software; Dupla C (seções 4 a 6) |
| Daniel da Silva Batista | 231011201 | @daniboycam | Time de Desenvolvimento | Cenário atual, Rich Picture e mapa de stakeholders; Dupla A (seção 1) |
| Caio Flávio de Lima Martins Junior | 231011168 | @caioflmjr | Time de Desenvolvimento | Engenharia de requisitos e cronograma; frente de operação sem conexão e infraestrutura no desenvolvimento; Dupla C (seções 4 a 6) |
7.1.1 Responsabilidades por atividade de Engenharia de Requisitos¶
Todos os seis integrantes atuam como engenheiros de requisitos. As seis atividades de Engenharia de Requisitos não são etapas lineares com donos exclusivos: são práticas iterativas e entrelaçadas, que ocorrem em paralelo, se retroalimentam e são revisitadas ao longo do projeto. A equipe participa de todas.
O que a tabela abaixo registra é quem conduz cada atividade e responde por sua evidência — o papel de orquestração descrito no livro-texto, em que o engenheiro de software coordena a atividade sem atuar sozinho, apoiado pela contribuição dos demais. A coluna não é lista de exclusividade: ninguém está impedido de participar de uma atividade por não constar dela, e quem consta não a executa sozinho.
| Atividade de ER | Quem conduz e responde pela evidência | Como a equipe participa | Evidência |
|---|---|---|---|
| Elicitação e descoberta | Maria Eduarda Marques (interlocução e agendamento) | A ata de cada sessão é publicada neste site, e as questões que dela surgem entram no refinamento semanal | Atas de reunião com o cliente; roteiros de entrevista; notas de observação direta |
| Análise e consenso | Vinicius Vieira e Rodrigo Henrique (documentos do cliente) | Achados discutidos no refinamento semanal, onde a equipe fecha o entendimento | Análise da planilha-template; glossário de termos do Instituto; registro de lacunas |
| Declaração | Cada dupla, no bloco atribuído | Todas as duplas redigem histórias e critérios de aceitação | Histórias de usuário e critérios de aceitação no GitHub Projects |
| Representação | Rodrigo Henrique (BPMN) · Daniel Batista (Rich Picture e mapa de stakeholders) | Diagramas revisados pela equipe antes de publicados | Diagramas publicados neste site |
| Verificação e validação | Vinicius Vieira organiza a revisão cruzada; a validação cabe ao Instituto, por área competente — ver §7.3 | Cada dupla revisa o material de outra dupla | Registro da revisão por par; ata da sessão de validação |
| Organização e atualização | Vinicius Vieira (Scrum Master) | Cada integrante mantém atualizados os itens sob sua responsabilidade no quadro | Quadro do projeto; matriz de rastreabilidade; planos de sprint |
A nomenclatura das seis atividades segue o livro-texto da disciplina (MARSICANO, 2026, §5.3): elicitação e descoberta, análise e consenso, declaração, representação, verificação e validação, organização e atualização.
O papel do cliente. O Instituto No Setor valida as entregas, indica o valor dos itens e participa da ordenação do Product Backlog e é a fonte primária dos requisitos. O Product Owner interno propõe a ordenação a partir desse valor e a mantém atualizada entre os encontros; a proposta vale até o Instituto confirmá-la, e uma entrega avaliada apenas por essa via fica registrada como pendente de validação externa. Quem valida cada conjunto de funcionalidades está na seção 7.3.1.
O Product Owner interno é a mitigação para duas limitações conhecidas: a dependência da disponibilidade do Product Owner, no Scrum, e a dependência do cliente presente, no XP. O Instituto No Setor não dispõe de equipe de tecnologia e atua com agenda reduzida, e por isso não funcionaria como cliente presente no sentido literal. As responsabilidades técnicas no desenvolvimento serão distribuídas a partir da matriz de competências, com programação em pares desde a Sprint 1.
7.2 Comunicação¶
Ferramentas
- WhatsApp: comunidade CyberSetor - Requisitos, com três grupos: Avisos, para comunicados; CyberSetor - Geral, para discussão e decisões; e Dailys, exclusivo para a daily assíncrona. É também o canal de mensagens com as representantes do Instituto.
- Google Meet: todas as reuniões da equipe e as videochamadas com o Instituto, com gravação e ata gerada automaticamente. Gravações e transcrições brutas funcionam exclusivamente como apoio interno restrito no Google Drive; o registro oficial é a ata sintética elaborada pelo relator, revisada para controle de dados sensíveis (LGPD) e publicada neste site — ver a política de registro, acesso e publicação.
- GitHub: repositório do projeto, Product Backlog e Sprint Backlog no GitHub Projects e Issues, feedback do professor por issues e publicação deste site.
- Google Docs: rascunho colaborativo do documento. A entrega é o site; o rascunho não substitui a publicação.
Reuniões e frequência
- Daily assíncrona: todo dia útil, até as 12h, no grupo Dailys, com o que foi feito, o que será feito e os impedimentos. Impedimento declarado é resolvido ou escalado pelo Scrum Master em até 24 horas.
- Sprint Planning: na primeira terça-feira de cada sprint, cerca de uma hora, no Google Meet.
- Refinamento do backlog: semanal, cerca de trinta minutos, no Google Meet. É onde a Engenharia de Requisitos acontece no dia a dia.
- Sprint Review: na última terça-feira de cada sprint, cerca de uma hora, com o incremento demonstrado e o retorno incorporado ao backlog. Quando o Instituto não puder estar presente, a avaliação é provisória e a confirmação fica para a validação semanal seguinte (§7.3).
- Retrospectiva: ao final de cada sprint, logo após a Review, cerca de quarenta minutos. As ações de melhoria acumuladas ao longo de cada unidade compõem a seção 11.
Interação com o cliente
As interlocutoras atuais são Maria Clara e Maria Eduarda, do núcleo pedagógico do Instituto. O contato corrente é por WhatsApp e e-mail. O formato acordado para a validação corrente é o de conversas curtas e semanais, de cerca de trinta minutos, em vez de reuniões longas e esporádicas, por respeito à agenda de uma organização com equipe reduzida. Encontros presenciais na sede do Instituto são realizados quando a elicitação exige observação direta.
Interações realizadas:
| Data | Formato | O que ocorreu |
|---|---|---|
| 20/08/2026 | Videoconferência | Primeira reunião: contexto e dores |
| 02/09/2026 | Mensagem | Concordância preliminar com a proposta de solução — ver §7.3.2 |
| 08/09/2026 | Presencial, na sede | Elicitação aprofundada, com observação direta e análise de documentos |
| 15/09/2026 | Videoconferência | Levantamento com a área de projetos, a coordenação administrativo-financeira e o núcleo pedagógico: rotina administrativa, matriz de aquisição, separação de acesso por área e necessidades de painel e de comprovação em campo |
A tabela acima registra apenas encontros realizados: intenção e convite não entram nela. A cadência acordada é semanal. Quando um encontro não ocorre por incompatibilidade com o calendário do Instituto, a ausência é registrada com o motivo, em vez de a cadência ser reescrita: é assim que a tabela acima permanece fiel ao que aconteceu.
7.3 Processo de Validação¶
A validação dos requisitos e da solução é um processo contínuo e centrado no cliente, estruturado em torno das interações e conversas de validação com as representantes do Instituto No Setor:
- Validação com prototipação leve: nas fases iniciais e a cada novo fluxo concebido, telas e navegações preliminares são apresentadas às representantes para validar a adequação da interface e do fluxo operacional antes do desenvolvimento completo.
- Demonstração do MVP funcional mínimo: com o avanço do desenvolvimento, as iterações e incrementos são demonstrados e exercitados com cenários reais das oficinas e eventos do Instituto, confirmando se o comportamento construído resolve de fato os gargalos de registro e prestação de contas.
- Identificação conjunta de ambiguidades, inconsistências e omissões: a equipe e as interlocutoras analisam ativamente cada funcionalidade demonstrada para identificar lacunas de regras de negócio, comportamentos inesperados ou fluxos ausentes.
- Registro em ata e refinamento contínuo: os apontamentos e acordos estabelecidos nas conversas de validação são formalmente sintetizados em ata de reunião, alimentando o refinamento imediato do Product Backlog e o planejamento das sprints seguintes.
- Papel do Product Owner interno: não valida o trabalho da equipe em nome do cliente; destrava dúvidas operacionais no intervalo entre as conversas de validação. Decisão de domínio, regra de prestação de contas ou alteração de escopo é confirmada com as representantes do Instituto — o alcance dessa avaliação provisória está delimitado no parágrafo seguinte.
Quando o Instituto não participar. O Product Owner interno existe para que o trabalho não pare enquanto uma resposta do Instituto não chega: é a mitigação declarada em §7.1 para a ausência de cliente presente. Seu alcance é delimitado — a avaliação feita pelo Product Owner interno é provisória: mantém o trabalho em andamento, mas não confirma regra de domínio nem substitui a validação do cliente. Um item avaliado apenas por essa via permanece marcado como pendente de validação externa até ser confirmado pela área competente do Instituto. Quando a contingência assíncrona for usada — envio do material com prazo de resposta —, é o registro escrito da resposta que converte a avaliação provisória em validação.
7.3.1 Área competente por funcionalidade¶
O núcleo pedagógico não é a única fonte de validação. Cada conjunto de funcionalidades é validado por quem o utiliza ou responde por ele:
| Conjunto de funcionalidades | Área competente do Instituto |
|---|---|
| Requisito, meta, indicador e parâmetro de aferição | Diretoria de Projetos e Captação de Recursos |
| Relatório de execução do objeto e prestação de contas | Área Administrativo-Financeira |
| Inscrição, registro de presença e uso em campo | Educadores que conduzem as atividades |
| Plano de trabalho, atividades e acompanhamento pedagógico | Núcleo pedagógico |
| Base de pessoas, consentimento e tratamento de dados | Direção, com apoio das áreas acima |
| Continuidade após o encerramento da disciplina | Direção |
A cobertura efetiva de cada área, encontro a encontro, é a que a tabela de interações da seção 7.2 registra.
A consulta à área administrativo-financeira e à Diretoria de Projetos integra os encaminhamentos da reunião presencial de 08/09/2026.
7.3.2 O que a validação de 02/09/2026 cobre — e o que não cobre¶
Cobre: em 02/09/2026, após ler a proposta de solução, as representantes do núcleo pedagógico do Instituto manifestaram concordância com o problema identificado. Isso confirma o problema descrito na seção 1.4 e os objetivos da seção 2 como ponto de partida.
Não cobre: a manifestação foi por mensagem, antes da elicitação presencial aprofundada de 08/09/2026, e é portanto preliminar. Ela não valida o que só foi descoberto depois — em particular o reposicionamento do centro do produto para o ciclo do projeto financiado, a estrutura organizacional real do Instituto e o modelo de requisito/meta com indicador e parâmetro de aferição. Esses achados constam da ata de 08/09, que está em conferência pelo Instituto e cuja validação formal permanece pendente.
Uma aprovação anterior não se estende automaticamente a fatos posteriores.