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1.5 Desafios do Projeto

Os principais desafios enfrentados pela Universidade de Brasília (UnB) na adequação do SIGAA para o público do processo seletivo 60mais concentram-se em resolver os atritos de usabilidade que prejudicam a experiência educacional. Com base nas pesquisas realizadas com os usuários, esses obstáculos podem ser divididos em três áreas fundamentais:

Desafios Técnicos

O SIGAA é um sistema legado com uma arquitetura de informação e layout primariamente voltados para desktops, o que se reflete no excesso de links e menus agrupados em uma única tela. O maior desafio técnico é tornar essa interface responsiva e adaptada, visto que 90% do público-alvo utiliza o celular como dispositivo principal para acessar o sistema. É necessário modernizar o layout para corrigir botões pequenos (queixa de 30% dos usuários) e garantir o acesso simplificado, além de superar barreiras de infraestrutura para permitir o acesso a certas informações essenciais mesmo sem internet (offline), tudo isso sem desestabilizar as funções legadas da universidade.

Desafios Operacionais e de Processo

A complexidade da plataforma cria graves gargalos na jornada do estudante. Atualmente, a navegação é classificada como de dificuldade média ou alta por 90% dos usuários, e 90% consideram o tempo para encontrar uma informação médio ou demorado. Esses problemas operacionais são causados principalmente por uma interface confusa (50%), excesso de cliques (50%) e excesso de informação (40%). O impacto prático dessa sobrecarga cognitiva é que 60% dos alunos já deixaram de usar alguma funcionalidade devido à dificuldade, gerando frustração em 60% deles. Como consequência, a universidade enfrenta um desafio operacional de suporte, pois 80% dos usuários precisam de ajuda de terceiros (sempre ou às vezes) para realizar tarefas rotineiras, como acessar materiais (100%), ver notas (70%) e realizar matrículas (60%).

Desafios de Conhecimento e Acessibilidade

Curiosamente, 90% dos usuários relatam ter familiaridade média ou alta com tecnologia, o que indica que o obstáculo não é o letramento digital, mas sim o próprio design do sistema. Os alunos enfrentam diretamente barreiras tecnológicas (70%) e visuais (30%). O desafio crítico de acessibilidade reside nas letras pequenas, apontadas por 70% dos pesquisados como o principal problema, obrigando 50% deles a utilizarem o recurso de zoom do aparelho para conseguir ler a tela. O desafio para a equipe de design é reduzir a curva de aprendizado e atender ao desejo de 70% do público, que prefere um sistema mais simples. Para isso, será necessário conciliar a complexidade da universidade com as melhorias mais exigidas: letras maiores (80%), navegação simples (80%), interface simplificada (60%) e a criação de um modo para idosos (60%).