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Engenharia de Requisitos: Especificação de Casos de Uso e Rastreabilidade

Seguindo as diretrizes metodológicas do framework OpenUP, o escopo funcional do SGES foi completamente modelado por meio de Casos de Uso (CSU). A matriz abaixo estabelece a rastreabilidade estrita entre as capacidades do sistema, os atores principais, os módulos correspondentes e o detalhamento dos fluxos de eventos, exceções e validações do cliente.

Tabela Geral de Rastreabilidade de Casos de Uso (OpenUP)

CSU Caso de Uso RF CP OE RNF Prioridade MVP?
CSU01 Autenticar Usuário RF01 CP1 OE1, OE3 RNF02, RNF06 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU02 Redefinir Senha de Acesso RF02 CP1 OE1 RNF01 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU03 Encerrar Sessão (Logout) RF03 CP1 OE1 RNF06 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU04 Cadastrar Instrutor RF04 CP2 OE1, OE2 RNF02 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU05 Editar Perfil do Instrutor RF05 CP2 OE1 RNF02 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU06 Cadastrar Beneficiário RF07 CP3 OE1, OE4 RNF01 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU07 Editar Dados do Beneficiário RF08 CP3 OE1 RNF01 Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU08 Cadastrar Turma RF09 CP4 OE2, OE4 - Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU09 Matricular Beneficiário RF10 CP4 OE2, OE4 - Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU10 Alterar Registro de Frequência RF12 CP4 OE2 - Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU11 Registrar Falta Justificada RF13 CP4 OE2 - Prioridade 1 (Q1) Sim
CSU12 Registrar Presença em Lote RF11 CP4 OE2 RNF04 Prioridade 2 (Q2) Não
CSU13 Emitir Alertas de Evasão RF14 CP5 OE2, OE4 RNF05 Prioridade 2 (Q2) Não
CSU14 Consultar Histórico do Beneficiário RF15 CP5 OE2, OE4 - Prioridade 2 (Q2) Não
CSU15 Gerar Relatório de Frequência RF16 CP6 OE3 RNF03 Prioridade 2 (Q2) Não
CSU16 Inativar Instrutor RF06 CP2 OE1 RNF02 Prioridade 3 (Q3) Não

Matriz de Ação e Priorização

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Esta seção consolida a avaliação de todos os Casos de Uso (CSU) mapeados no escopo funcional do SGES, cruzando o Valor de Negócio com o Custo Técnico para definir a ordem de priorização e o escopo do MVP (Produto Mínimo Viável).


6.1 Critérios de Priorização

Para a priorização dos itens de trabalho, foram utilizados os seguintes critérios:

  • VN = Valor de Negócio (1 a 5): Mede a importância da funcionalidade para o negócio e para os usuários finais da instituição.
  • CT = Complexidade Técnica (1 a 5): Mede a dificuldade técnica esperada na implementação da funcionalidade.
  • EF = Esforço de Implementação (1 a 5): Mede o tempo e recursos estimados para desenvolver a funcionalidade.

1. Pontuação Técnica (PT)

Para representar o "custo técnico" do Caso de Uso, calcula-se a média aritmética entre a complexidade e o esforço de implementação:

\[PT = \frac{CT + EF}{2}\]

Dessa forma, a pontuação técnica continua na mesma escala de 1 a 5.

2. Índice de Prioridade (IP)

Para comparar de forma objetiva o valor de negócio contra o custo técnico, calcula-se o Índice de Prioridade:

\[IP = \frac{VN}{PT}\]

Quanto maior o IP, maior a prioridade do Caso de Uso.

  • IP alto (IP ≥ 1,50): Muito valor de negócio para baixo/médio custo técnico.
  • IP médio (1,00 ≤ IP < 1,49): Equilíbrio razoável entre valor e custo técnico.
  • IP baixo (IP < 1,00): Pouco valor de negócio para alto custo técnico.

6.2 Matriz de Priorização

A partir do cruzamento entre Valor de Negócio (VN) e Pontuação Técnica (PT), os CSUs são classificadas em quatro quadrantes de decisão:

  • Q1 – Alto valor / Baixa carga técnica: CSUs com alto valor de negócio (VN ≥ 4) e baixo custo técnico (PT ≤ 2,5). Devem ser desenvolvidos primeiro (Prioridade 1) e compõem o escopo básico do MVP.
  • Q2 – Alto valor / Alta carga técnica: CSUs com alto valor de negócio (VN ≥ 4) e alto custo técnico (PT ≥ 3). Exigem planejamento cuidadoso (Prioridade 2).
  • Q3 – Baixo valor / Baixa carga técnica: CSUs com baixo valor de negócio (VN ≤ 3) e baixo custo técnico (PT ≤ 2,5). São secundários e podem ser feitos após os prioritários (Prioridade 3).
  • Q4 – Baixo valor / Alta carga técnica: CSUs com baixo valor de negócio (VN ≤ 3) e alto custo técnico (PT ≥ 3). Devem ser reconsiderados ou postergados.

6.3 Priorização dos Itens de Trabalho e MVP

A tabela a seguir apresenta todos os Casos de Uso priorizados com base nos critérios estabelecidos, ordenada pelo identificador do Caso de Uso (CSU):

CSU Descrição VN CT EF PT IP Quadrante Prioridade sugerida
CSU01 Autenticar usuário 5 2 2 2 2,5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU02 Redefinir senha de acesso 4 2 2 2 2 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU03 Encerrar sessão 5 1 1 1 5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU04 Cadastrar instrutor 5 2 2 2 2,5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU05 Editar perfil do instrutor 4 2 2 2 2 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU06 Cadastrar beneficiário 5 2 2 2 2,5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU07 Editar dados do beneficiário 4 2 2 2 2 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU08 Cadastrar turma 5 2 2 2 2,5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU09 Matricular beneficiário 5 2 2 2 2,5 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU10 Alterar registro de frequência 4 2 2 2 2 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU11 Registrar falta justificada 4 2 2 2 2 Q1 Alto valor / Baixa carga técnica Prioridade 1
CSU12 Registrar presença em lote 5 3 3 3 1,67 Q2 Alto valor / Alta carga técnica Prioridade 2
CSU13 Emitir alerta de evasão 5 4 4 4 1,25 Q2 Alto valor / Alta carga técnica Prioridade 2
CSU14 Consultar histórico do beneficiário 4 3 3 3 1,33 Q2 Alto valor / Alta carga técnica Prioridade 2
CSU15 Gerar relatório de frequência 4 3 3 3 1,33 Q2 Alto valor / Alta carga técnica Prioridade 2
CSU16 Inativar instrutor 3 1 2 1,5 2 Q3 Baixo valor / Baixa carga técnica Prioridade 3

Nota: Definimos como escopo do MVP (Produto Mínimo Viável) todas os Casos de Uso classificados como Prioridade 1 (Q1), garantindo a entrega do core funcional do sistema com menor complexidade de desenvolvimento. As demais funcionalidades (Prioridade 2 e 3) serão implementadas em Iterações subsequentes.