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3. Estratégias de Engenharia de Software

3.1 Estratégia Priorizada

  • Abordagem de Desenvolvimento de Software: Ágil
  • Ciclo de vida: Ágil/Adaptativo
  • Processo de Engenharia de Software: Scrum XP

3.2 Quadro Comparativo

A tabela a seguir compara dois métodos ágeis de desenvolvimento de software, com o objetivo de esclarecer as características dos dois processos e ajudar na compreensão da melhor escolha no contexto da disciplina e do projeto VitalTech.

Características Scrum com práticas de XP (ScrumXP) Kanban
Abordagem Geral Abordagem ágil, iterativa e incremental, organizada em sprints, com foco em entregas frequentes, feedback contínuo e incorporação de práticas técnicas de qualidade oriundas do XP. Framework ágil orientado a fluxo contínuo, com foco na visualização do trabalho, limitação das tarefas em andamento e melhoria contínua do processo.
Foco em Estruturação do Trabalho Possui estrutura de trabalho bem definida, com backlog priorizado, planejamento de sprint, reuniões de acompanhamento, revisão e retrospectiva. Essa organização favorece maior previsibilidade e acompanhamento do progresso. Estrutura mais flexível e menos prescritiva, baseada em um quadro visual que representa o fluxo das atividades. Não exige iterações fixas nem cerimônias específicas, priorizando a fluidez do trabalho.
Estrutura de Processos O desenvolvimento ocorre em ciclos curtos e regulares, permitindo entregas incrementais e validação frequente com os stakeholders. A combinação com XP acrescenta disciplina técnica ao processo. O trabalho ocorre em fluxo contínuo, sem divisão obrigatória em ciclos temporais. As tarefas avançam conforme a capacidade da equipe, permitindo adaptação mais imediata às demandas.
Flexibilidade de Requisitos Oferece flexibilidade para mudanças, especialmente entre sprints, mantendo maior estabilidade durante a execução de cada ciclo. Isso permite equilíbrio entre adaptação e organização. Apresenta alta flexibilidade para mudanças de prioridade e inserção de novas demandas, uma vez que o fluxo pode ser reorganizado continuamente conforme a necessidade do projeto.
Colaboração com Cliente Envolve participação frequente do cliente ou stakeholders, especialmente nas revisões de sprint e nas interações de refinamento do backlog, garantindo alinhamento constante com o valor esperado. A colaboração com stakeholders pode ocorrer continuamente ao longo do fluxo, mas não há eventos formais definidos para inspeção e validação, dependendo mais da forma de gestão adotada pela equipe.
Complexidade do Método Mais estruturado e mais completo, por combinar gestão ágil com práticas técnicas de engenharia. Exige maior disciplina da equipe e melhor organização dos papéis e atividades. Mais simples e leve, com menor formalização e adoção mais direta. Sua simplicidade facilita a implementação, mas pode exigir complementações para atender necessidades técnicas mais robustas.
Processo Combina a estrutura de gerenciamento do Scrum com práticas de XP, como TDD, refatoração, integração contínua e valorização da comunicação entre os membros da equipe. Atua principalmente como mecanismo de gerenciamento visual e controle de fluxo, sem prescrever práticas de engenharia de software ou atividades técnicas detalhadas.
Qualidade Técnica Alta ênfase na qualidade técnica, pois incorpora práticas do XP voltadas à construção de software mais confiável, testável e de melhor manutenção ao longo do tempo. Não define práticas técnicas específicas para garantir qualidade, deixando essa responsabilidade para decisões complementares da equipe de desenvolvimento.
Práticas de Desenvolvimento Inclui práticas como testes automatizados, refatoração contínua, integração contínua, programação em par e desenvolvimento orientado a testes, promovendo maior robustez do produto. Prioriza a gestão visual do trabalho, o controle do fluxo e a limitação do trabalho em progresso, mas não estabelece práticas técnicas específicas de construção de software.
Adaptação ao Projeto Mostra-se adequado para projetos que necessitam de organização, acompanhamento frequente, evolução incremental e maior preocupação com a qualidade técnica da solução desenvolvida. Mostra-se adequado para projetos que demandam elevada flexibilidade operacional, fluxo contínuo de trabalho e rápida reorganização das tarefas conforme novas necessidades surgem.
Documentação Trabalha com documentação enxuta, porém suficiente para apoiar backlog, critérios de aceitação, acompanhamento das entregas e comunicação entre equipe e stakeholders. Favorece a documentação mínima, priorizando comunicação direta e visualização do andamento das tarefas no quadro de trabalho.
Controle de Qualidade O controle de qualidade está embutido tanto na cadência do Scrum quanto nas práticas técnicas do XP, permitindo validações frequentes e prevenção de defeitos ao longo do desenvolvimento. O controle de qualidade não é intrínseco ao framework, dependendo da maturidade da equipe e das práticas adicionais adotadas no projeto.
Escalabilidade Pode ser aplicado em equipes pequenas e médias com bom nível de coordenação, especialmente quando se busca equilíbrio entre gestão, colaboração e qualidade técnica. Também pode ser aplicado em equipes de diferentes tamanhos, sendo bastante útil em ambientes com demandas contínuas, embora menos estruturado para coordenação mais complexa.
Suporte a Equipes de Desenvolvimento Oferece maior suporte organizacional para a equipe, com papéis, eventos e práticas mais claramente definidas, o que facilita o acompanhamento do trabalho e das responsabilidades. Oferece suporte mais flexível e adaptável, permitindo que a equipe organize o trabalho de maneira menos rígida, com maior autonomia na condução das atividades.

3.3 Justificativa

A escolha pela abordagem Ágil, operando sob um ciclo de vida Iterativo e Incremental, fundamenta-se na natureza do projeto Vital Tech. Como o objetivo central é substituir um processo manual (papel) por uma interface digital de alta usabilidade na beira do leito, o escopo exige ciclos curtos de validação e feedback contínuo com os usuários finais (cuidadores) e a diretoria. Um modelo em Cascata (tradicional e preditivo), por exemplo, postergaria a validação da interface para o final do semestre, gerando um risco de rejeição do software pelo cliente. Para orquestrar essa dinâmica, a adoção do processo híbrido Scrum XP apresenta-se como a arquitetura ideal, pois equilibra o controle gerencial com a excelência técnica exigida pela disciplina. Com base nas características do projeto e nos desafios enfrentados pelo Lar dos Velhinhos, a utilização do Scrum XP se mostra a abordagem mais adequada pelos seguintes motivos:

  • Flexibilidade e adaptação às necessidades do cliente: Como o projeto envolve contato direto com o cliente e possibilidade de mudanças ao longo do desenvolvimento, o Scrum permite ajustes contínuos nos requisitos. A cada sprint, é possível validar as entregas e adaptar o sistema conforme as necessidades reais da instituição.
  • Entregas graduais e validação constante: O desenvolvimento incremental possibilita a entrega de funcionalidades em etapas, permitindo que o cliente acompanhe a evolução do sistema. Isso facilita a identificação de melhorias e garante que o produto final esteja alinhado com a rotina dos usuários.
  • Foco na experiência do usuário: Considerando que o sistema será utilizado por cuidadores com diferentes níveis de familiaridade com tecnologia, é essencial garantir uma interface simples e intuitiva. O Scrum permite testar e ajustar continuamente a usabilidade com base no feedback dos usuários.
  • Redução de riscos durante o desenvolvimento: A divisão do projeto em ciclos curtos facilita a identificação antecipada de problemas, especialmente em aspectos críticos como registro de dados, confiabilidade das informações e funcionamento offline. Isso reduz retrabalho e aumenta a qualidade da solução.

Histórico de Revisão

Data Versão Descrição Autor
03/04/2026 1.0 Criação do documento (Seções 1 a 2.3) para submissão da proposta. Alberto Côrtes, João Pedro Sampaio, Ana Carolina, Enzo Menali e Gustavo Xavier
10/04/2026 1.1 Finalização e correção do documento para primeira entrega (Seções 1 a 6) para submissão. Alberto Côrtes, Ana Carolina, Enzo Menali e Gustavo Xavier
13/04/2026 1.2 Lançamento dessa seção no GitPages Gustavo Xavier