Priorização do Backlog Geral
A priorização do backlog foi realizada utilizando o modelo Must Have, Should Have e Could Have, ajudando a identificar quais são as funcionalidades essenciais, desejáveis e opcionais, de modo a orientar o desenvolvimento de acordo com os objetivos do projeto. A priorização das funcionalidades também foi feita utilizando uma análise em relação aos objetivos específicos os quais eles representam e também critérios técnicos para avaliar a complexidade do requisito.
Abaixo estão detalhadas as evidências e os critérios utilizados nesse processo.
Critérios de Valor de Negócio (MoSCoW) e Complexidade
Para avaliar cada requisito do backlog, a equipe utilizou uma análise multidimensional com base em três pilares centrais: Técnico, Experiência do Usuário (UX) e Negócio.
Esses critérios foram usados para definir as pontuações que alimentaram a matriz de priorização (detalhada no tópico 9.2.2). A avaliação de cada funcionalidade foi feita da seguinte forma:
- Esforço (Técnico): Mede a complexidade de implementação. A escala utilizada foi E (Baixo Esforço), EE (Médio Esforço) e EEE (Alto Esforço). Este critério informou o eixo de Complexidade (C) da matriz de priorização.
- Valor de Negócio (Business): Mede o impacto e o retorno financeiro ou estratégico para o projeto. A escala foi $ (Baixo Valor), $$ (Médio Valor) e $$$ (Alto Valor).
- Valor de Experiência (UX): Mede a importância da funcionalidade para a jornada e satisfação do usuário. A escala foi ♥ (Baixo Valor), ♥♥ (Médio Valor) e ♥♥♥ (Alto Valor).
Os valores de Business ($) e UX (♥) foram então combinados para determinar a posição final do requisito no eixo de Valor de Negócio (V.N) da matriz, permitindo uma decisão balanceada entre os três pilares.
Figura 2: Critérios de valor de negócio.
Fonte: De autoria própria.
Matriz de Valor vs. Complexidade
Utilizando os "pesos" de Valor de Negócio (eixo V.N) e a pontuação de Complexidade/Esforço (eixo C) definidos na etapa anterior, todas as funcionalidades foram plotadas na Matriz de Valor vs. Complexidade. Esta análise visual foi fundamental para a tomada de decisão estratégica, permitindo à equipe identificar o quadrante de "Alta Complexidade, Alto Valor de Negócio" e o de "Baixa Complexidade, Alto Valor de Negócio". O agrupamento desses dois quadrantes serviu como base principal para a definição do escopo do MVP.
Figura 3: Definição do MVP.
Fonte: De autoria própria.
Escopo do MVP e Sequenciamento de Entregas
Para definir o escopo do MVP de forma estratégica, a equipe utilizou o sequenciador da metodologia Lean Inception. Essa parte do framework foi escolhida por permitir um alinhamento rápido entre a visão de negócio, as necessidades do usuário e a viabilidade técnica. O objetivo foi focar na construção do conjunto mínimo de funcionalidades que permite validar as principais hipóteses de valor do produto com o menor esforço possível, evitando o desperdício de recursos no desenvolvimento de itens não essenciais para a primeira versão.
Figura 4: Sequenciador.
Fonte: De autoria própria.